Um Pouco Sobre: Sword Art Online (Atualizado)


De tempos em tempos, surge uma série que rapidamente alcança uma popularidade imensa na cultura Otaku. Foi assim com Saint Seiya, foi assim com Death Note e foi assim com o assunto de que trataremos hoje: Sword Art Online. Baseado nas light novels de Reki Kawahara, mesmo autor de Accel World, Sword Art Online (que daqui em diante chamarei de SAO) conta a história de Kazuto Kirigaya, um jovem fã de video-games que serviu de Beta Tester para Sword Art Online, um MMORPG que roda direto do cérebro, no melhor estilo Matrix. Porém, no dia em que o game é lançado, seu criador Akihiko Kayaba, revela que todos os jogadores estão presos naquele jogo e que suas mortes ali causarão suas mortes no mundo real. O único jeito de escapar é chegar ao último andar e derrotá-lo. Bom, ao menos essa deveria ser a trama do primeiro arco de SAO, mas não foi bem isso que aconteceu. O anime tem 25 episódios e foi um dos  grandes sucessos de 2012.

História
A história se passa dentro de um jogo online, Sword Art Online (SAO), onde os jogadores ficaram presos no jogo e tem que arriscar suas vidas, pois a morte no jogo equivale a morte na vida real e vice-versa. A série tem como personagem principal Kirito (Kazuto Kirigaya), que tem como objetivo passar as 100 fases (ou andares) do jogo sem morrer e libertar todos os 10 mil jogadores presos, porem em 2 anos sobram apenas 6 mil participantes.
Durante a série, Kirito conhece Asuna, e se torna sua parceira e esposa (no jogo), os dois juntos conseguem descobrir a verdadeira identidade do criador de SAO e o vence em uma luta, libertandos os jogadores presos.
Ao voltar para o mundo real, descobre que Asuna e outros jogadores de SAO estão presos em um outro jogo, começando assim o segundo arco da série, o Alfheim Online (ALO), que nada mais é que um jogo criado em cima do sistema de SAO.
Nesse arco Kirito tem como objetivo, salvar Asuna da realidade virtual, e de um casamento planejado por Sugou, que é o chefe do jogo. Ajudado por velhos amigos de SAO juntamente com novos aliados, os planos de Kirito frustra Nobuyuki e finalmente se reúne com Asuna no mundo real.



O final, é claro que NÃO VAMOS CONTAR, então você tem que ver SAO!
A primeira temporada do anime teve 25 episódios exibidos entre 07 de Julho e 22 de Dezembro de 2012.

Personagens
Kirito: Protagonista da série, escolhido entre os 1000 beta para os testes de SAO. É um jogador solo com a habilidade de usar duas espadas em combate. Seu verdadeiro nome é Kazuto Kirigaya.


Asuna: É a parceira e esposa de Kirito em Sword Art Online. Ela é vice-líder da Guilda Cavaleiros de Juramento de Sangue em SAO. Tem o apelido de relâmpago, por sua extraordinária habilidade com a espada. Seu verdadeiro nome é Asuna Yuuki.


Suguha Kirigaya: Tem participação maior no segundo arco, onde ela ajuda Kirito a resgatar Asuna. Ela é a prima de Kirito porém foram criados como irmãos. Ela é apaixonada pelo primo, porém não se declara pois sabe que ele ama a Asuna. Seu nome no jogo é Leafa.


Yui: É a filha adotiva de Asuna e Kirito no jogo, e uma das PNCs de SAO. Foi encontrada em uma floresta perdida sem memória e adotada por Asuna e Kirito. Seu nome oficial é Yui-MHCP001.



Klein: Personagem secundário e o primeiro amigo de Kirito no SAO. Também tem um papel fundamental no arco Caliber, quando os heróis voltam para Aincrad.





Sachi: Outra personagem secundária de SAO, e integrante da guilda Gatos Negros da Lua Cheia. Ela era uma menina bastante tímida, que abrigou o medo de sair do jogo e morrer, e que era secretamente compartilhada com Kirito. Morre no episódio 3, durante um combate.


Lisbeth: Personagem secundária, ferreira e melhor amiga de Asuna, ela também se apaixona por Kirito, mas desiste de se declarar ao pensar que Kirito e Asuna já estivessem em um relacionamento. Ela criou a espada de Kirito.


Egil: Personagem secundário, amigo de Kirito e dono de uma loja de armas. Ele mostra para Kirito a foto de Asuna presa no jogo do no novo arco. Seu verdadeiro nome é Andrew Gilbert Mills. Após o arco Aincrad, Egil passou a trabalhar em um bar, onde acontece uma festa para o herói Kirito, no último episódio da primeira temporada.

Nobuyuki Sugou (Oberon): Presidente da RCT e vilão principal de ALO, cuja missão é se casar com Asuna. No entanto, seus planos foram frustrados por Kirito (EP24) e decidiu se vingar. Acabou derrotado e foi preso meses depois.



Akihiko Kayaba: Criador do MMORPG Sword Art Online, foi quem aprisionou os jogadores e revela que não sabe ao certo porquê fez isso. Dentro do SAO, era Heathcliff, lider da guilda Cavaleiros do Juramento de Sangue e chefe do 100º andar. Possuia a habilidade unica Divine Blade que maximizava a defesa e o ataque do usuario. Ajuda Kirito a lutar contra Sugou no Alfheim Online, e lhe confia um arquivo chamado Seed, que Kirito usa para criar o Castelo Flutuante Aincrad dentro do ALO.

Sinon: Personagem que estreou na segunda temporada do anime, em exibição no Japão. É uma personagem secundária e uma ajudante de Kirito em GGO, mas que passa a lutar ao lado dos heróis no arco Caliber. Antes dos acontecimentos em GGO, ela matou um bandido salvando a vida de uma mãe prestes a dar a luz a uma filha.



Yuuki: Também conhecida como "Zekken" (Espada Absoluta) foi uma das personagens secundárias do arco "Mother's Rosario" e uma das integrantes da guilda Sleeping Knights (da qual Asuna se juntou temporariamente e ficou muito amiga). Com o desenrolar da história, Yuuki revela que a guilda está prestes a ser desmontada na primavera, isso por que Yuuki estava com uma doença incurável, e falece no final da temporada após passar sua "custom skill" para Asuna.



Alfheim Online

 É um jogo criado em cima do sistema de SAO, porem este não ocorre perigo de vida e os jogadores podem sair do jogo quando quiserem (diferente de SAO).
O jogo apresenta várias raças de fadas onde o objetivo maior (e impossivel) do jogo é chegar até o topo da Árvore do Mundo a fim de encontrar o rei Oberon e conseguir asas com o poder de voar indefinidamente.
Diferente de SAO, que foi caracterizado pelo sistema de nível, ALO enfatizou o desenvolvimento de habilidades e a matar outros jogadores.

GunGale Online
A segunda temporada de SAO está focada em GunGale Online. Kirito e seus amigos sobreviventes de SAO agora são jogadores ativos de ALO, porém não demora até o protagonista se meter em outra enrascada. Kikoua Seijirou, um agente do governo com quem vinha mantendo contato desde o fim do incidente de SAO, contrata Kirito para atuar em uma investigação dentro do VRMMO Gun Gale Online (GGO). O caso a ser investigado gira em torno de um avatar conhecido como Death Gun, que supostamente consegue matar pessoas na vida real com um ataque cardíaco com sua arma especial no jogo, a Death Pistol. irito transfere seu personagem de ALO para GGO, onde acaba assumindo uma aparência inesperadamente feminina. Lá, ele conhece Sinon, uma jogadora veterana que está no VRMMO para superar seus próprios medos. Sinon guia Kirito pelo jogo, a princípio pensando se tratar de uma mulher, mas ambos rapidamente se desentendem quando a verdade vem a tona. No encalço de Death Gun, Kirito e Sinon entram no torneio supremo de GGO, o “Bullet of Bullets”. Durante o torneio, eles juntam forças e conseguem deter Death Gun, bem como descobri seu real método de assassinato no mundo real. Na verdade Death Gun são três pessoas, uma controlando o avatar e duas indo até o local onde se encontra o jogador e injetando neste uma droga letal. Destes, um é amigo de infância de Sinon e os outros dois sobreviventes de SAO. A trama fecha com dois deles sendo presos e o terceiro foragido.


Após o término do arco GunGale, começaram a ser produzidos os arcos Caliber e Mother's Rosario, que correspondem aos volumes 7 e 8 da light novel. O arco de Excalibur possui uma referência direta à mitologia nórdica e se passa no final de 2025, quando os jogadores enfrentam uma Quest especial durante os festejos de "Oomisoka". Já o arco de "Mother's Rosario" se passa em 2026 e é mais focado no relacionamento entre Asuna e Konno Yuuki.

A Produção de SAO
Desde a Grécia antiga, dizia-se que aquele que morresse num sonho morreria no mundo real. Isso surge da relação entre Morfeu e Tanatos, deuses do sono e da morte, e irmãos (o que foi explorado por Neil Gaiman em seu épico em quadrinhos Sandman). O conceito de que alguém possa morrer dentro de um mundo virtual não é mais que uma extensão dessa ideia. E mesmo essa extensão não surge pela primeira vez aqui. Em 1999, a história de sete crianças presas num mundo virtual já mostrava isso. De certo modo, é possível dizer que a premissa básica de Digimon Adventure é a mesma de SAO, diferindo apenas no público alvo e, consequentemente, na execução. Outra comparação muito comum é com a franquia .hack (embora comparação não seja exatamente o que costumam fazer). O fato de SAO ter sido originalmente escrito em 2002, ano de lançamento do Project .hack, chegou a levantar em alguns fóruns acusações de que a série seria uma fanfic de .hack//sign (do mesmo modo que 50 tons de cinza é uma fanfic de Crepúsculo. Sério!), o que realmente é um bom ponto, ainda que questionável. A estrutura da narrativa também não é extremamente criativa, seguindo o esquema clássico da Jornada do Herói com forte influência das séries de harém e dos mitos arturianos. Em suma, não há nada de terrivelmente novo aqui. Se for para falar em valor de produção, alguns dos nomes envolvidos podem impressionar. Em seu segundo trabalho como diretor (o primeiro sendo o divertido Seikimatsu Occult Gakuin) temos Tomohiko Ito, conhecido por ter trabalhado como assistente de Mamoru Hosoda nos elogiados Summer Wars e The Girl Who Lept Trough Time. Na trilha sonora, a famosa Yuki Kajiura (que também trabalhou em .hack…). Cuidando da produção está o estúdio A-1 Pictures, que vem crescendo muito nos últimos dois anos, tendo sido responsável pelo popular Anohana e pelo… complexo Shinsekai Yori. O resultado? Visuais agradáveis, embora com uma animação de altos e baixos e um uso de 3D muitas vezes desajeitado, especialmente nas criaturas mais complexas. Kajiura em um momento pouco inspirado depois de trabalhar nos intensos Madoka Magica e Fate/Zero, traz uma trilha sonora genérica (ou talvez, numa jogada de genialidade, tenha feito da sua trilha sonora um reflexo da própria série?) que peca pela repetição. E a direção, que escolheu adaptar boa parte do segundo volume de Light Novels; basicamente um conjunto de histórias paralelas; desvia-se o tempo todo do foco central, apresenta temas para logo depois ignorá-los e, no geral, revela-se incoerente. Tudo isso aliado a um roteiro que se suporta em Deus Ex Machina e clichês de gênero. Óbvio, a série tem seus bons momentos nos quais deixa de lado o clima aventuresco para voltar a lembrar que objetivo do protagonista é retornar ao mundo real (ou ao menos deveria ser). Como um todo, uma execução bastante fraca. Mas, apesar disso, a série foi um sucesso incontestável, atingindo popularidade o bastante para garantir figuras de personagens masculinos! A pergunta inevitável é: por quê? Talvez a resposta seja bastante óbvia: escapismo. Video-games são, por excelência, a forma de arte do escapismo. Diferente da literatura, das artes plásticas ou da animação, eles permitem ao indivíduo interagir com o mundo ficcional, ser parte da história que está sendo narrada, seja assumindo o papel de um soldado durante uma guerra, de um herói mítico destinado matar um dragão devorador de mundos ou de um homem quadrado que recolhe blocos e constrói coisas. A interação, a possibilidade de controlar o que acontece e superar por si mesmo os desafios são o maior atrativo desse tipo de mídia. Nesse sentido, MMORPGs vão mais longe, pois num mundo virtual onde não há consequências para mortes, nas palavras do próprio Kirito, “pode-se ir a qualquer lugar somente com uma espada”. Não há injustiças, não há desigualdade (exceto se for um jogo da LUG…), uma meritocracia perfeita. É fácil se deixar levar por essa ilusão de poder. E se isso trás junto a possibilidade de interagir com um mundo praticamente real, com toque, cheiro e textura, como se poderia criar forma mais perfeita de fugir da realidade? E nenhum anime que eu tive a chance de assistir até hoje captura tão bem esse ângulo dos video-games quanto SAO.


E não é só isso. Kirito, nosso protagonista, é, basicamente, o ideal masculino materializado. Forte, corajoso, bonito, capaz de chorar e de amar. Kirito não é uma pessoa qualquer, dentro de SAO ele é um super-homem que consegue tudo o que quer e realiza todas as fantasias masculinas. Como um cavaleiro errante dos antigos mitos Arturianos, ele viaja por um mundo mágico salvando donzelas, resolvendo mistérios e derrotando vilões, sempre virtuoso, sempre invencível. Ele é até mesmo escolhido pelo equivalente do universo de SAO a Deus como o protagonista destinado a derrotar o vilão. Kirito é perfeito. Eu quero ser ele. Você quer ser ele. Todos querem ser ele. A vida dele é perfeita e se algum problema surgir, ele resolve, porque ele é o Kirito e o Kirito pode. Ou ao menos assim o é na ilusão criada pelo mundo virtual. E aí entra o conflito interno da personagem. Ficar no mundo onde ele tem tudo o que quer ou lutar sabendo que se terá que voltar para a realidade dura e crua? Foi a mesma questão feita a Aquiles. Foi a mesma questão feita a Odisseu. E assim como eles, Kirito escolheu lutar, estabelecendo a si mesmo como um herói perfeito. E quando o herói derrota o vilão, o destino se cumpre e o mundo da história acaba. Mas não as aventuras de Kirito.


Diferentemente de outras séries, SAO não termina com a resolução de seu conflito original. Após Sword Art Online, nosso protagonista acaba indo parar em outro jogo, Alfheim Online, onde, novamente como um cavaleiro das antigas histórias, deve salvar sua dama prometida do terrível lorde rico que a prendeu numa torre. Mais arquetípico impossível. E com a inevitável queda do vilão, acabam as aventuras? Não. SAO ainda está sendo lançado e com o sucesso que faz (8 dos 10 livros mais vendidos no Japão em 2012 são volumes de SAO. Sério) não vai acabar tão cedo. Aventuras, um mundo livre dos vícios da nossa dura realidade, ação e um protagonista mais perfeito impossível. Todos esses elementos contribuem para que SAO se torne o sucesso que é. Tanto sucesso, de fato, que, ao ser colocado de frente com críticas à sua obra, Kawahara desafiou o crítico a escrever algo mais popular, o que fez com que muitos o comparassem com Kurumada (como se as comparações entre SAO e Saint Seiya já não fossem o bastante…). No fim das contas, por tudo que se diga, é impossível negar a popularidade de SAO. Todavia, muitas séries foram populares durante seu período de exibição apenas para serem esquecidas quando algo novo saíu. A questão, portanto, não é quão popular a série é, mas quanto tempo essa popularidade irá durar. Nas palavras de Civilization, “apenas os melhores sobrevivem ao teste do tempo”.

Temas

1ª TEMPORADA (2012)
OP1) Crossing Field (LiSA) EPISÓDIO 01-14* (Assista na integra pelo JPOPSUKI)
OP2) Innocence (Eir Aoi) EPISÓDIO 15-24
ED1) Yume Sekai (Haruka Tomasu) EPISÓDIO 02-14
ED2) Overfly (Haruna Luna) EPISÓDIO 15-24
ED3) Crossing Field (LiSA) EPISÓDIO 25*
ED4) Niji to Oto (Eir Aoi) EXTRA EDITION
* Nos episódios 01 e 25, "Crossing Field" aparece como encerramento. O episódio 25 não tem abertura.

2ª TEMPORADA (2014)
OP1) Ignite (Eir Aoi) EPISÓDIO 01-13
OP2) Courage (Haruka Tomasu) EPISÓDIO 15-23
ED1) Startear (Haruna Luna) EPISÓDIO 02-14
ED2) No More Time Machine (LiSA) EPISÓDIO 15-17
ED3) Shirushi (LiSA) EPISÓDIO 18-24
* A segunda abertura/encerramento de SAO II (somente no episódio 14.5) apresenta cenas de alguns episódios da primeira temporada. Os episódios 14 e 24 não tem abertura.

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Leia mais em http://www.jbox.com.br/2012/12/29/otaku-neoclassico-35-sword-art-online/

Fonte: Wikipedia e JBox

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