HOJE NA HISTÓRIA: 30 anos da estreia de Rayearth no Brasil


Hoje as Guerreiras Mágicas de Rayearth completam 30 anos de Brasil! Elas chegaram no dia 5 de maio de 1996, no Domingo Ação, do SBT, em parceria com Mega Man e Street Fighter Game, desenhos americanos baseados em games japoneses.

Depois de ser anunciada, ainda em 1995, como Reiarte, em 1996 a Alien International, dona dos direitos da série, resolveu usar o nome original e não aportuguesar. Série trazida do Japão em contrato diretamente com a TMS (Tokyo Movie Shinsha), Rayearth ganhou dublagem na Gota Mágica, o estúdio "oficial" dos animes que chegaram aqui nos anos 1990.

Muitos podem ter estranhado a opção pelo SBT, e pelo horário dominical, ao invés da Rede Manchete, que menos de uma semana antes tinha colocado ao Sailor Moon nas tardes da emissora carioca. O projeto da Alien era diferente pois Carlos Takeo Tomita, o dono, era sócio de Roberto Manzoni, o Magrão, diretor geral do programa Domingo Legal, na época apresentado por Gugu. Além disso, Tomita já tinha lançado alguns produtos do apresentador, sendo o seu licenciante no mercado de brinquedos. Curiosamente, as Guerreiras Mágicas iam estrear no bloco animado que era exibido imediatamente antes do Domingo Legal. 

De produtos oficiais, saíram três fitas VHS, duas linhas de bonecas (Glasslite e Grow), um kit de espadas que vinha com um Mokona que era um cofrinho, além dos reaproveitamentos insólitos da Glasslite, colocando o selo das Guerreiras Mágicas em seus brinquedos mais inusitados, como a Caixa Registradora e a Máquina de Escrever com rotor.

Exibidas inicialmente aos domingos, logo Reayearth migrou para o Sábado Animado, ainda em 1996. No último trimestre daquele ano, ganhou um horário próprio de segunda a sexta, às 10h, na época em que o SBT ficou sem Sergio Mallandro, que tinha saído da emissora em agosto. Já em dezembro, as Guerreiras migraram para o programa Bom Dia & Cia, na época apresentado por Eliana. Lá, figuraram no ingrato horário das 8h30, mas chegaram a ser líder de audiência, vencendo até mesmo o Bom Dia Brasil em alguns momentos. Como pico de audiência, conseguimos mapear nos relatórios de IBOPE que Rayearth chegou a inacreditáveis 8 pontos de audiência cedo da manhã. Um sucesso de audiência que, infelizmente, não se reproduziu mercadologicamente. Rayearth saiu do ar em abril de 1997 e nunca mais voltou às telas do SBT.

Queridas pelo público, as Guerreiras tiveram o mangá publicado no Brasil pela JBC em duas ocasiões: a partir de julho de 2001, em formatinho meio tanko, e um relançamento a partir de outubro de 2013, no formato original. Agora, o público aguarda a publicação da versão CLAMP Premium Collection, anunciada no Anime Friends de 2024 pela editora, mas ainda sem previsão de ir para as bancas.

O anime de Rayearth ficou muito tempo em estado letárgico para o público brasileiro, apesar de estar no catálogo do Prime Video há um bom tempo, utilizando uma dublagem gravada da TV e em baixíssima qualidade. Não tínhamos nada de novidade até que, em 2025, a TMS colocou em seu canal no Youtube, dublado com um novo elenco, os OVAs da série. Foi a deixa para reacender a chama da série no Brasil. Depois, veio o anúncio de um remake do anime original, prometido para o final de 2026. Somado a isso, a série foi para a Netflix, com imagem em Full HD e a dublagem original (embora com os mesmos problemas do Prime). Para completar, a TV Cultura, através do programa Antimatéria: Energia Geek começou a exibir novamente a série em TV aberta, após um hiato de quase 30 anos.

Um amor de três décadas que ainda não tem data para acabar! Parabéns, Guerreiras! E parabéns, Mokona!

FONTE: Revista Herói (Facebook)

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