TERCEIRINHA LSH: Um sonho que a Lei Felca pode interromper


Pessoal do LSH, prestem muita atenção nesta história: Arthur Medina tem 14 anos. Joga League of Legends desde os 6. Chegou ao Ouro aos 6 anos, à Platina aos 7, e ao Challenger — o rank mais alto do jogo — antes de completar 14. Assinou com a FURIA, uma das maiores organizações de esports do Brasil, e estava construindo uma carreira que pouquíssimos jogadores no mundo conseguem.


E agora, por causa da Lei Felca, ele não sabe se pode continuar.

Em um desabafo emocionante nas redes sociais, o menino escreveu:

"É isso, rapaziada. Eu sonhei com isso por anos. Consegui entrar em uma ORG, treino e me dedico todos os dias, alcancei o Challenger e aprendi a amar essa comunidade que sempre me acolheu, junto com meus parceiros de time. Infelizmente ainda não sei como vai ser daqui pra frente. De coração, obrigado a todo mundo que esteve comigo e torceu por mim."

A Lei Felca (Lei 15.211/2025 - ECA Digital) entrou em vigor nesta terça-feira, dia 17 de março de 2026 e obriga todas as plataformas digitais a implementarem verificação de idade rigorosa.

Como resultado, a Riot Games já confirmou que vai elevar temporariamente a classificação do LoL, TFT, Wild Rift, 2XKO e Legends of Runeterra para +18 anos no Brasil.

Isso significa que qualquer jogador menor de 18 anos será BLOQUEADO até que a Riot adapte o sistema — o que deve acontecer somente no início de 2027.

Para um prodígio de 14 anos que já compete profissionalmente, essa espera pode custar meses de desenvolvimento, contratos e oportunidades que certamente não voltarão.

A boa notícia: as contas não serão excluídas. Skins, itens, progressos e conquistas ficam guardados até o acesso ser liberado.

A má notícia: o tempo no esports não para. E um ano fora do jogo profissional pode ser uma eternidade.

Você acha que a lei deveria ter uma exceção para atletas profissionais menores de idade? A Lei Felca vai afetar o próximo split do CBLOL? Deixe sua opinião nos comentários.

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