O HEXA NÃO VEIO: A opinião do Blog LSH sobre a eliminação melancólica do Brasil na Copa do Mundo 2026
Pessoal do LSH, a noite de ontem ficará marcada como mais uma das grandes decepções na história recente da Seleção Brasileira.
Em um jogo que muitos esperavam ser uma mera formalidade ou, no mínimo, uma oportunidade de redenção, a Canarinho tropeçou de forma dolorosa e caiu por 2 a 1 diante da Noruega. O placar, por si só, não conta toda a história.
O que se viu em campo foi um time desorganizado, sem identidade, sem garra e, acima de tudo, sem o brilho que outrora fez o mundo tremer só de ouvir o hino brasileiro ecoar nos estádios.A derrota para a Noruega, uma seleção que vive à sombra dos grandes da Europa e que raramente figura entre os favoritos, escancara a crise profunda pela qual passa o futebol brasileiro.
Os gols noruegueses — um de contra-ataque letal e outro de bola parada, explorando falhas infantis da nossa zaga — expuseram as mesmas feridas que vêm sangrando há anos: defesa vulnerável, meio-campo sem criatividade e um ataque que depende exclusivamente de lampejos individuais.
O gol brasileiro, tardio e insuficiente, veio mais por insistência do que por merecimento. Quando o apito final soou, o silêncio nos rostos dos jogadores e a frustração estampada nas arquibancadas (ou nas telas de milhões de brasileiros) diziam tudo.Mais quatro anos. Essa é a sentença cruel que ecoa agora.
O sonho do Hexacampeonato, que parecia tão palpável em alguns momentos da última Copa, se adiou novamente. Desde 2002, quando Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e companhia nos deram o pentacampeonato no Japão, a Seleção Brasileira vive em um eterno purgatório.
São ciclos de esperança seguidos de quedas dolorosas: Em 2006, a eliminação precoce para a França nas quartas de final. Em 2010, o mesmo, só que desta vez para a Holanda. 2014 trouxe a humilhação do 7 a 1 para a Alemanha, uma ferida que ainda lateja na alma do torcedor. 2018 e 2022 foram de promessas não cumpridas. E agora, mais uma vez, o título mundial escapa.
O Hexa, que deveria ser nossa obsessão natural como maior potência futebolística da história, virou uma miragem distante.
A frustração é coletiva e profunda. O brasileiro acordou hoje com aquele gosto amargo na boca. Nas redes sociais, as memes se multiplicam: imagens de jogadores cabisbaixos, montagens com a taça da Copa sendo carregada por outros, piadas cruéis com o técnico e os convocados. Mas por trás do humor negro, há uma tristeza real.
O futebol é mais que esporte no Brasil — é parte da identidade nacional, é válvula de escape, é motivo de orgulho. Ver a Seleção nesse estado lamentável dói como uma traição.O que falta? Tudo. Falta planejamento.
A CBF segue atolada em escândalos, contratos questionáveis e uma gestão que parece mais preocupada com marketing e amistosos lucrativos do que com a construção de um time de verdade. Falta um projeto de longo prazo. Enquanto outras seleções investem em categorias de base, treinadores visionários e integração entre clubes e seleção, o Brasil vive de “estrelas” que muitas vezes chegam cansadas, desmotivadas ou simplesmente fora de forma.
Os craques de outrora, aqueles que decidiam jogos sozinhos e encantavam multidões, parecem cada vez mais raros. Os que temos hoje são talentosos, sim, mas carecem daquela fome sagrada, daquela malícia brasileira misturada com raça europeia.
O técnico, mais uma vez, é questionado. Suas escolhas táticas foram conservadoras demais, ou arriscadas demais, dependendo de quem analisa. O time titular gerou dúvidas desde o anúncio da escalação. Por que não dar oportunidade a fulano? Por que insistir com sicrano que claramente não está rendendo? As substituições chegaram tarde, quando o jogo já estava perdido.
São debates que se repetem a cada eliminação, e que raramente levam a mudanças concretas.A torcida, essa sim, merece aplausos. Mesmo com o resultado adverso, milhares de brasileiros vestiram a amarelinha, lotaram bares, acordaram cedo ou dormiram tarde para acompanhar o jogo.
O amor pela Seleção é incondicional, mas também está se esgotando. Frases como “não aguento mais” e “melhor nem torcer” se espalham. O risco é o desinteresse, o maior castigo que um time pode receber de sua torcida.Olhando para o futuro, o horizonte não é animador.
Os próximos ciclos de Copa terão novos desafios: o envelhecimento de alguns ídolos, a emergência de talentos que ainda não provaram seu valor em grandes palcos e a concorrência cada vez mais feroz de seleções europeias e sul-americanas que se modernizaram.
A Noruega, com seu futebol organizado, físico e pragmático, serviu como um espelho incômodo. Eles não têm o talento individual do Brasil, mas tiveram o que nos faltou: disciplina tática, intensidade e execução.
Ficar mais quatro anos sem o Hexa significa mais quatro anos de saudades de ver o Brasil no topo. Significa ver outras nações celebrando, enquanto aqui lamentamos mais uma oportunidade perdida. Significa crianças crescendo sem ver a Seleção ser campeã do mundo, perpetuando um ciclo de frustração que já dura quase um quarto de século.Ainda assim, o brasileiro é eterno otimista.
Mesmo em meio à dor, já surgem vozes dizendo “é o próximo ciclo”, “vamos reconstruir”. A Seleção tem história suficiente para renascer das cinzas — já fez isso antes. Mas para isso é preciso humildade.
Humildade para reconhecer os erros, coragem para mudar estruturas obsoletas e paciência para plantar o que só colheremos daqui a alguns anos.
Por enquanto, resta o luto. O luto por mais uma derrota que não precisava acontecer. O luto por ver o talento brasileiro desperdiçado em um futebol que insiste em viver do passado. E a frustração, aquela que aperta o peito, de saber que o Hexa, mais uma vez, vai ter que esperar. Esperar mais 4 anos.
Que a espera seja produtiva. Que sirva de lição. Porque o Brasil merece, a torcida merece e a história do nosso futebol clama por um novo capítulo de glórias.
Que a dor de hoje se transforme em combustível para amanhã. Mas hoje, sinceramente, só resta lamentar. Mais uma vez.
Texto original criado por Diego Castanho, com ajuda de Inteligência Artificial.



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